Sobre nós

O futuro existe a partir dos acontecimentos presentes. Nas conjunturas e demandas dos dias. Na internet das coisas, nas cidades inteligentes, na luminosidade azul do cérebro em redes. Acontecimentos sem volta. Desumano, bruto, incerto e, também, nosso. E quanto à escola? É um lugar de futuro? Em que parte do aprendizado reside garantias? Em qual teoria? Em que recreio brinca o amanhã?

Está em conhecimentos fragmentados, na didatização e memorização mecânica dos conteúdos curriculares, no abandono da alegria? A educação anda assim… Ainda e muito disfarçada nos antigo moldes. Oculta na vontade e saudosismo de práticas que já não funcionam para o exercício do que há de vir.

O grande desafio da Educação em nosso tempo é coexistir entre paradoxos, é honrar nossas tradições sem fixar-nos na obsolescência. Aprender desde as experiências, porém sem perder a autoria, sem deixar-se esmagar por elas. Antes de tudo, a tradição deve ser honrada na propositura de novos caminhos, legando ao sujeito a possibilidade de ser um protagonista da contemporaneidade.

Houve um estouro nas informações. Os professores que sabiam tudo se desfiguraram como material ferrugento, atrofiado e envelhecido. O que ainda é possível ensinar? Como? Onde?

De uma coisa sabemos: O futuro é agora, na escola.

 

Surge então, das partes criativas do fazer educação, uma ALDEIA em poesia, em versos. Uma escola que se propõe à reformulação de bitolas antigas e algumas desconstruções, que nasce do espiral dinâmico das insatisfações. A reação contra o insulto, contra práticas do que já não é e do que já não cabe.

A edificação de um lugar de educação, de criação, de invenção, de surpresas, de alegrias, de belezas e protagonismo, em diversas formas para a contemporânea expressão do mundo. Um lugar que faz ver com olhos livres, que faz ser com o corpo inteiro. Um sopro que bate no cilindro dos moinhos movimentados por novos ares, que não perde de vista o ensino da geografia, da história, das linguagens e todas as multiciências humanas.

Que abusa da arte, que se serve da gratidão, da amizade, do afeto, da alteridade e do amor. Que faz vibrar a energia íntima de cada ser. Que floresce junto à natureza e que vive a saudade de danças e cantos de culturas antepassadas. Que transcende! Que exercita a equação “eu parte do Cosmos” e o axioma “Cosmos parte do eu”. Que se comunica com o solo, com os bons sentimentos, com a magia e com as descobertas. Que é guardiã dos elementos vibrantes da estética do bem viver.

Em muitas manhãs e tardes de exercícios de potencialidades. Assim é a nossa Aldeia.